Hoje chove
na minha casa.
Chove
tristeza,
Chove dor,
Desilusão.
As suas
gotas ferem,
Arrasam com
a esperança
De tão
singela visão:
Apenas um parco
arco-íris
Um dia em
construção.
Ao de leve,
a vida pesa.
Sem sentir,
a mão fere.
Ainda sem
saber,
A realidade magoa.
Cada vez
mais molhada,
O meu corpo
imobiliza;
Os sentidos
entorpecem
Na frieza
lutuosa
De uma noite
ainda por chegar:
Ainda por
viver,
Mas ansiosa por
me ver sofrer.
Não dou
luta.
Mantenho-me
anestesiada:
Drogada na
alma.
Adormecida
na estrada.
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